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segunda-feira, 4 de março de 2013

Entrevista ping-pong com Ronaldo Júnior

Ronaldo Júnior é um jovem formado em contabilidade pela Faculdade Unilasale. Também compositor e escritor mora a dois anos em Parintins e já faz parte das toadas do boi Garantido nessa cidade. Filho de um dos maiores compositores da nação vermelha e branca, o senhor Ronaldo Barbosa Pai, ele decide lançar um livro cujo tema não é tão comum. Na entrevista o jovem escritor manifesta a origem de seu dom e coloca questões referentes à obra que será lançada em 14 de maio. Dia em que fará 25 anos de idade se presenteando com um sonho realizado.
Glenda Garcia: Como você começou a compor? Como descobriu que tinha esse dom? A influencia de seu pai, Ronaldo Barbosa ajudou nessa descoberta?
Ronaldo Junior: Comecei com 14 anos, fazendo baladas pop/rock apenas para meu próprio entretenimento. E se descobre naturalmente. É algo que já está presente, não vem forçado e surge da necessidade de extremar um conforto de sentimentos. Mas tarde aceito o desafio de compor toadas. Crescer ouvindo o Ronaldo Pai compor me deu o norte necessário para que eu mantivesse um bom padrão nas minhas toadas, principalmente nos rituais, lendas e músicas temáticas.
G.G: Quantas e quais as suas composições?
Já escrevi algo em torno de 40 músicas, a maioria não relacionada a boi-bumbá e com estilos completamente diferentes deste, mas nenhuma destas cheguei a editar. Como eu disse anteriormente, tudo é hobby. E boi-bumbá surgiu como um desafio pessoal que deu certo, e de 2010 pra cá, já emplacar um total de sete músicas, sempre prezando pela inovação e qualidade.
R.J: Existe algo que inspira você a compor?
Alguém havia me dito uma vez, que na paz da solidão, margeado de natureza era possível se tocado por Deus se por este buscasse. Com minha música não é diferente. Ela surge de uma concentração interior que me transporta desta realidade para um universo de sons. Um momento de quietude, onde todos os sentimentos da natureza humana se confrontam na busca por aquele som que você quer usar.
G.G: Qual foi seu objetivo ao iniciar a criação do livro que você vai lançar esse ano?
R.J: Comecei a escrevê-lo com 15 anos e surgiu de um sonho que me veio. Na época, eu era um aficionado pelo livro Senhor dos Anéis e havia começado a ler Harry Potter devido o alvoroçante sucesso deste ultimo. Entretanto, este segundo não havia me agradado por que distorcia em muito a imagem que tinha dos “magos” descritos como bruxos pela autora. Isso me levou a criar um outro estereótipo para o mago contemporâneo, que somado ao ambiente do sonho que eu havia tido, me levou a ter vontade de escrever sobre sua história. Então, podemos dizer que o objetivo de começar o livro foi dar vida à história daquele personagem e a ele próprio.
G.G: O tema do livro está relacionado à suas composições?
R.J: Nem um pouco, estamos falando de um livro sobre uma Sociedade de Magos, ambientada neste século, cheia de poder e sabedoria, que em algum momento faz referencia ao xamanismo indígena, mas sem se aprofundar na temática.
G.G: Você pretende acrescentar alguma coisa a ele antes da estreia?
R.J: O livro está praticamente pronto, ainda estou trabalhando em alguns capítulos apenas para “enxugá-los”, mas uma vez ou outra, relendo, situações me levam a acrescentar algo que sinto que havia faltado. Afinal, comecei a escrevê-lo muito novo e de lá pra cá meu conhecimento sobre leitura e a própria escrita, melhoraram e esses ajustes são necessários.
G.G: Escritor favorito e por quê?
R.J: Neil Gaimain, por que trabalha o mítico e o mágico como ninguém.
G.G: Você acha que sendo um escritor jovem, ajuda ou dificulta na credibilidade que as pessoas darão ao conteúdo do livro?
R.J: O livro foi elaborado para um público que do inovador. Deve desagradar aos mais antigos, o verão em muitos aspectos “abominável”. E se fizer sucesso me chamarão de anticristo, que fiz pacto com o demônio e coisas desse tipo. Na verdade, não ligo muito para o que irão falar, é um desejo inteiramente me, poder lê-lo com o livro em mãos ou em um I-Pad. Da forma que vejo, com ilustrações marcantes de cenários nunca vistos em um conto. 
Glenda Garcia 

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